Tataravó comemora primeira dose da vacina contra o Corona Vírus em Bocaiuva

Desde o anúncio do secretário de saúde na última segunda (15), que iriam ser vacinados os idosos entre 85 e 89 anos, Dona Jovelina aguardava ansiosamente pela vacina

Jovelina Maria de Jesus, aposentada, tem 88 anos e é natural de Sergipe, residindo em Bocaiuva desde o ano de 90, já considera essa cidade como sendo sua. Jovelina é mãe de Patrícia de Jesus, professora da rede municipal de ensino há 24 anos e avó de Dauane Fuzita, atualmente presidente do Lar São Vicente de Paulo em Bocaiuva.

Bocaiuvaonline

Ao todo são duas filhas (sendo uma falecida), seis netos, seis bisnetos e uma tataraneta que Dona Jovelina teve que ficar distante durante mais de um ano, para evitar o contágio do corona vírus, sendo do grupo de risco, a sua rotina durante a pandemia mudou drasticamente, adepta de atividade física, sempre frequentou a hidroginástica e teve que parar.

Durante esse último ano, além das inúmeras restrições e afastamento da família, Dona Jovelina perdeu amigos e nem ao menos pôde se despedir deles, teve que se afastar de amigos e vizinhos que eram sempre presentes.

Assim como aconteceu com o mundo, a forma de se comunicar mudou drasticamente durante a pandemia de forma abrupta, apertos de mãos e abraços foram trocados por mensagens eletrônicas e a tão famosa saudade, palavra tão utilizada pelos brasileiros, só pôde ser matada através de vídeo chamada ou ligação telefônica, fazendo com que Dona Jovelina se conectasse às redes sociais para se comunicar com os parentes.

Um dos hobbies preferidos de dona Jovelina é o trabalho manual, tendo o crochê um papel de destaque em meio aos hobbies, entretanto para poder exercê-lo era necessário que ela se deslocasse até às lojas que trabalham com peças de artesanato em Bocaiuva para poder escolher cada item que iria utilizar, fazia parte do processo a escolha pessoal e particular, tarefa essa que também sofreu alteração, pois cabia agora, durante a pandemia, à Dona Jovelina simplesmente ligar para que as lojas entregassem as suas encomendas em casa, pois a sua saída comprometia a sua saúde. Até o contato com os médicos foi limitado por medo do contágio.

Até que na última segunda Dona Jovelina acompanhou a notícia do Secretário Municipal de Saúde informando que a vacinação para a sua faixa etária, entre 85 e 89 anos, se iniciaria no outro dia, terça (16); um fio de esperança se ascendeu e juntamente com os seus familiares a ansiedade passou a pairar até o dia da vacinação.

Ela não foi vacinada na terça, conforme informado pelo secretário, o início da vacinação para idosos entre 85 e 89 anos se iniciou nessa sexta (19) em Bocaiuva, e lá estava Dona Jovelina no alto dos seus 88 anos de experiência e vivência como um bebê aguardando para ser vacinada, imunizada e poder retomar atividades normais e usuais do seu dia a dia.

Dona Jovelina atravessou todas essas dificuldades e não foi contaminada pela COVIDA-19 porque foi paciente e atendeu a todos os cuidados sugeridos pelos médicos e especialistas de saúde contando sempre com o apoio incondicional de sua filha, neta e familiares, o uso contínuo de máscara, isolamento social e higienização das mãos foram de suma importância para que ela chegasse até aqui sem se contaminar, foi um ano de espera pela tão sonhada vacina e agora ela aguarda pela segunda dose que já tem data marcada, no próximo dia 19 de maio, completando assim a sua imunização.