Responsável do Cruzeiro por conduzir contrato de Angulo defende acordo e conselho gestor

 Responsável do Cruzeiro por conduzir contrato de Angulo defende acordo e conselho gestor

Carlos Ferreira, membro do ex-conselho gestor do Cruzeiro, defende contrato e ex-gestão; ex-dirigente ainda revela possibilidade de clube requisitar outro jogador do Grêmio

Responsável por conduzir as negociações para a contratação do atacante Angulo, que retornou ao Palmeiras sem ter atuado pelo Cruzeiro, Carlos Ferreira Rocha emitiu um comunicado a pessoas próximas defendendo o acordo realizado para ter o jogador por empréstimo e também argumentando sobre as críticas que o conselho gestor vem recebendo.

Carlos explicou que o Cruzeiro conseguiu reduzir a pedida pela intermediação do negócio para R$ 100 mil, acertados para serem pagos ao agente do atacante colombiano, Felipe Russo, parceiro comercial do empresário André Cury. O conselheiro do Cruzeiro e membro do ex-conselho gestor explicou o acordo:

– O Cruzeiro não pagaria nada ao Palmeiras pelo empréstimo e ainda pagaria apenas 30% do salário do jogador, que seria ainda a título de direito de imagem, desta forma sem acréscimo de encargos trabalhistas. Na ocasião desta contratação, não tínhamos a mínima ideia dos efeitos desta pandemia, naquele momento o cenário era de incertezas. Jamais iríamos imaginar que o Palmeiras iria se desfazer do Dudu, que o Rony seria punido pela Fifa e que o Gabriel Verón iria se lesionar – escreveu Carlos Ferreira Rocha.

Para Carlos, o contrato era bastante vantajoso ao Cruzeiro. Além disso, ele ressaltou que o clube tentou eliminar a cláusula que obrigava a Raposa a liberar Iván Angulo, em caso de pedido de retorno ao Palmeiras.

– Seria ilusão nossa achar que o Palmeiras iria: a) emprestar o jogador sem custos, b) pagando 70% dos salários, c) arcando com todos encargos trabalhistas e ainda pagar por uma rescisão contratual. Será que diante dessas inúmeras vantagens cedidas ao Cruzeiro, oriundas de uma parceria de irmãos, consolidada ao longo de décadas, ainda iria aceitar a exclusão desta cláusula? Inúmeras tentativas desta exclusão foram propostas, porém recusadas – disse.

– Vale lembrar que este tipo de cláusula é comum nos contratos de empréstimos firmados sem ônus ao clube contratante. Isso é regra no futebol brasileiro. Entretanto era melhor naquela ocasião e, diante de nossas limitações financeiras, aceitar essa condição. Era uma aposta em um jogador de grande qualidade, que tinha um percentual muito elevado de êxito – completou.

Segundo Carlos, Cruzeiro pode pedir jogador do Grêmio

No comunicado, Carlos Ferreira Rocha ainda revelou duas situações de negócio: a primeira é que o empréstimo de Renato Kayzer ao Atlético-GO rendeu um valor ao Cruzeiro e ainda o atleta foi com direitos fixados. O segundo é que o Cruzeiro tem direito a requisitar outro jogador do Grêmio, por causa da saída de Jhonata Robert, em virtude do acordo feito pelo empréstimo do lateral direito Orejuela.