Novembro azul: Vergonha é não se cuidar.

Nossa sociedade tão evoluída em tecnologias, em inteligência artificial e robôs, acabam se esquecendo de algo muito simples: prevenção e humanidade. Um dos maiores desafios na área da saúde é a difusão sobre o ato de prevenir, afinal, hoje em dia, grande parte das doenças podem ser prevenidas. Sendo que a prevenção é o adiamento ou a eliminação de condições específicas para o surgimento de uma doença, são ações que o indivíduo deve adotar em seu comportamento que minimizem o risco e a ocorrência de adoecimento e que maximizem um bom estado de saúde.

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O Novembro Azul é um movimento mundial que surgiu como uma forma de conscientização do que é o câncer de próstata, os tratamentos e, principalmente, da prevenção. O homem, diferentemente da mulher, não tem o hábito de ir ao médico e isso dificulta o processo de identificação de problemas e, consequentemente, diagnóstico precoce.

É fundamental ressaltar que o câncer de próstata é uma doença silenciosa, pois não apresenta sintomas gritantes e, por isso, as ações preventivas e o diagnóstico precoce, são extremamente importantes para a saúde coletiva. Apesar de ser o tipo mais comum de câncer entre os homens, é também o mais difícil de ser discutido, limitando as possibilidades de cuidado. O câncer de próstata afeta especificamente uma localização anatômica responsável pelas funções sexuais do homem e tem o potencial de desencadear uma série de conflitos ligados à sexualidade. Ter que lidar com as sequelas do tratamento, que muitas vezes incluem a diminuição da libido, impotência sexual e incontinência urinária, determina um impacto muito grande no cotidiano dos homens afetados, resultando em mudanças drásticas em suas vidas e na de seus familiares.

O apoio psicológico e social é um importante recurso para o enfrentamento dessas mudanças: esses vínculos relacionais ajudam o paciente e seus familiares a se adaptar aos rigores do tratamento, pois ajudam a reduzir o estresse, incrementam a qualidade de vida e contribuindo para o aumento da sobrevida. A condução de um psicólogo, determina um melhor enfrentamento, uma reconfiguração das noções de sexualidade e a criação de uma nova identidade social.

É importante que o profissional psicólogo seja sensível e treinado para abordar questões de oncologia e da sexualidade, com uma postura assertiva, aberta e não preconceituosa, sendo capaz de dar informações precisas, orientação consistente e apoio firme, tanto para o paciente quanto para os seus familiares. Todo esse trabalho, quando realizado em
conjunto com uma equipe multiprofissional, ganha uma dimensão muito maior, que favorece todos os envolvidos. Ninguém precisa passar por isso sozinho. Não deve existir um fechamento para o mundo em função da doença. O enfrentamento com apoio proporciona uma outra visão em relação a doença, que se transforma em fonte positiva de superação e estabilização do quadro.