Presidente mira acesso, mas revela plano de sobrevivência caso Cruzeiro permaneça na Série B

 Presidente mira acesso, mas revela plano de sobrevivência caso Cruzeiro permaneça na Série B

Vendas de patrimônio e de jogadores serão as opções para compensar receitas na temporada de 2021, se o time não voltar à Série A do Campeonato Brasileiro

Sérgio Santos Rodrigues não muda a mira do Cruzeiro. Apesar da campanha decepcionante na Série B do Campeonato Brasileiro, ele continua acreditando na volta à elite. Porém, se previne em caso de objetivo não alcançado. O grande problema é manter o clube respirando financeiramente. Se em 2020, o cenário já é trágico, no ano que vem as coisas podem piorar, em caso de permanência na Série B.

Tudo isso por conta da queda de receitas, que, em 2021, serão ainda mais sufocadas com a obrigação de pagar compromissos deste ano protelados para a próxima temporada.

O presidente do Cruzeiro não abre mão de mirar ainda a vaga na Série A, que faria o clube ter melhores perspectivas de receitas. Na penúltima colocação, passadas 15 rodadas, Sérgio Santos Rodrigues lembra o caso do América-MG, que saiu de situação semelhante no ano passado e chegou na rodada final da Série B com chance de acesso.

– É claro que a gente quer e batalha pelo acesso ainda, e sabemos que é possível. A gente tem o exemplo local, o América, no ano passado chegou no returno na zona do rebaixamento e fez uma campanha que só não terminou com a classificação na última rodada porque teve uma infelicidade dentro de casa, perdeu para um clube que já estava rebaixado. A gente vai trabalhar e nosso foco total é na Série A – disse o dirigente, em entrevista ao canal Fox Sports.

Porém, se a equipe não corresponder ao otimismo de Sérgio Santos Rodrigues, a diretoria precisa se planejar para cumprir as obrigações. A saída será a venda de patrimônio e de jogadores.

– O Cruzeiro é um time que tem mais de meio bilhão em patrimônio, temos muitos jovens, somos o time com mais minutagem de jogadores Sub-23 e Sub-20 na Série B. Vários com propostas que já chegaram, e que a gente recusou. Então, se a gente não tiver esse acesso, repito que a gente não quer nem pensar nisso, mas, se isso acontecer, é claro que a gente vai ter que utilizar esses outros ativos que o Cruzeiro tem, sejam imobilizados ou mobilizados, para buscar essa nova forma de captação de recursos e, claro, também readequar a dívida, como a gente fez agora em algumas da Fifa. A ideia é encaixar a dívida dentro do nosso fluxo.

O Cruzeiro tem uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão. O clube tem sofrido com processos em várias esferas da Justiça (Federal, Trabalhista e Esportiva). Nos últimos meses, a diretoria tentou vender um imóvel que serve como estacionamento dos frequentadores do clube de lazer na região da Pampulha. Ele está avaliado pela Raposa em R$ 13 milhões, mas a Justiça barrou a venda.