O combinado caro: Atlético-MG passa de R$ 100 milhões gastos com reforços na “era Sampaoli”

 O combinado caro: Atlético-MG passa de R$ 100 milhões gastos com reforços na “era Sampaoli”

Goleiro Éverson foi o nono jogador contratado pelo Galo desde a chegada do treinador, sem contar a compra de Nathan, avalizada pelo argentino

“O combinado não sai caro”. Diz o ditado popular, no sentido do que é acertado previamente não pode ser reclamado depois. E há lógica. Em alguns casos, porém, o combinado é, literalmente, caro. É o caso da relação entre Sampaoli (e suas exigências) e o Atlético-MG.

Nesse caso, o “caro” já ultrapassou a marca de R$ 100 milhões. O Galo rompeu essa marca de gastos com contratações desde a chegada do treinador argentino (veja a lista abaixo), que só assinou mediante a promessa de que o elenco seria significativamente reforçado. Foram, até aqui, nove atletas contratados, além da compra de Nathan, que já estava no clube, por empréstimo, e foi adquirido em definitivo – com o aval do treinador.

A somatória dos gastos com os reforços já chega a R$ 102,1 milhões. Vale lembrar que isso não significa que todo esse valor será despedindo pelo clube em 2020, já que grande parte das compras foi feita de forma parcelada. A cifra total, por outro lado, não contabiliza os gastos salariais, com direitos de imagem e luvas contratuais.

Vale destacar, também, que o Galo teve, na maioria das negociações, o aporte financeiro de Rubens Menin, conselheiro/patrocinador/apoiador do clube. Sem ele, o clube não teria de onde tirar dinheiro para atender aos anseios de Jorge Sampaoli. Menin garante que os empréstimos são feitos sem garantia e sem cobrança de juros ou correção monetária.

Para arcar com os vencimentos dos novos jogadores, o Atlético também tem trabalhado em sentido contrário: o de saídas, abrindo espaço na folha salarial. O clube já liberou mais de 10 jogadores desde que Sampaoli chegou, entre eles atletas experientes, que tinham salários altos, caso de Patric, Ricardo Oliveira, Franco di Santo e Otero.

Fonte: GE