“No pain, no gain” que nada!

A dor muscular (DM) é uma consequência do treinamento, das progressões de cargas, do trabalho, especialmente pela tensão gerada. Ela acaba sendo maior em indivíduos iniciantes que não estão adaptados ao treinamento, consequentemente, gera mais dano na fibra muscular (FM) para fazer a reparação daquele tecido. Quanto mais avançado o indivíduo, menor o nível de DM.

Ela também pode ser comum em um treinamento de altíssimo volume ou em uma mudança grande do estímulo de treino e a ao treino com elevado estresse metabólico.

Não sentir DM após o treino não significa que baixo rendimento, mesmo porque, ela é somente um método indireto para a hipertrofia muscular. Mas o estresse metabólico sim, gera a hipertrofia.

Um dos fatores principais aos quais a dor muscular tardia (DMIT) está associada é as microlesões musculares que levam a um processo inflamatório para a reparação. Conforme as semanas passam, elas vão se atenuando e a síntese protéica gerando a hipertrofia. Essa reparação não quer dizer hipertrofia como se acreditava, mas sim, que elas são consequência do trabalho com pesos. Processo inflamatório e adaptativo.

Isso quer dizer que você não precisa treinar com o pensamento de “se não doer, não valeu”. Não precisa doer para crescer, mas você precisa treinar duro.

Os indivíduos sofrem adaptações que reduzirão cada vez mais as microlesões e consequentemente a DMIT daquele treino sem afetar a hipertrofia, ao contrário, pode melhorá-la! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Sendo assim, a dor pós treino nem sempre significa boa qualidade do treino. Pequenas mudanças e trabalho com maior intensidade (carga) usando da estrutura, a DMIT tende a ser menor e ter boa hipertrofia muscular.