MORDE E ASSOPRA

Em Bocaiuva, Vereadores não concordam nem discordam, pelo contrário

Uma das expressões populares mais utilizadas no vocábulo brasileiro, para pessoas que nem discordam nem concordam é o termo “morde e assopra”.

Esta expressão representa bem a atitude de diversos vereadores em Bocaiuva. Os parlamentares teem duas tarefas importantes no exercício da edilidade, legislar e fiscalizar o Poder Executivo, sem, no entanto, perder a harmoniza. Entretanto, não é o que se vê nos discursos feitos no plenário da Casa Legislativa, onde a cada reunião, alguém reclama do prefeito, de algum secretário, faz ameaça de complicar a administração e, em seguida se desdiz.

Na última segunda-feira (04), vimos, mais uma vez esta dubiedade. O vereador Tone Veloso (PSDB), queria saber se existe um teto, um limite para recebimento de emendas parlamentares, pois, segundo Veloso, um recurso conseguido por ele, fora rejeitado pelo governo, com essa alegação. porém, logo em seguida, deixou claro que não estava cobrando nada, que era só um relato: “Não estou fazendo nenhuma crítica, é só um relato. Peço perdão ao prefeito e a administração, se eu estiver errado”, declarou o edil.

Outro parlamentar que elogiou e cobrou ao mesmo tempo foi o Ramon Morais (REPUBLICANOS). Após cobrar que o bom trabalho da secretaria de meio ambiente, deveria chegar aos distritos e dizer que municípios menores e com menos recursos, teem gestões melhores do que Bocaiuva, apressou a dizer: “A gente faz algumas criticas aqui e chegam distorcidas no Poder Executivo.”

ENTÃO…

Os vereadores querem,ao mesmo tempo que, o patrão, o povo, pense que estão cumprindo as funções da edilidade e o prefeito acredite que eles irão apoia-lo. No caso do Vereador Tone Veloso, ele poderia, não, deveria ter consultado a assesoria jurídica da Casa de Leis ou até mesmo outro advogado, antes de levar o assunto à Câmara, como ignorante de um assunto que o edil tem obrigação de saber antes.

No caso do Vereador Ramon Morais, a preocupação talvez não fosse com o que ele dizia naquele momento, pois, estava sendo transmitido ao vivo, mas, uma referência aos bastidores do Poder. Ele, que é o vereador que mais luta pela região que representa, sabe que só pode chegar distorcido ao prefeito, o que eles discutem secretamente.

Concluindo, o próprio Vereador Adalberto Fernandes, cobrou mais coerência dos seus pares: “Nós estamos fazendo de conta que estamos fiscalizando, legislando, fazendo de conta que estamos em uma Câmara”, diz o ex-delegado. Disse mais: “Será que nós não podemos pensar uma única vez de forma objetiva? Será que nós não podemos discutir projetos?” E concluiu: “Precisamos ser Câmara realmente.”

É ISSO AÍ!

Por William Macedo