Já não é mais unanimidade

 Já não é mais unanimidade

Compra de produtos via internet aumenta entre os bocaiuvenses durante a pandemia e os Correios já não são mais unanimidade na hora da entrega

Com todos em isolamento a internet passa a ser uma porta de saída para do marasmo. Não apenas para entretenimento, mas principalmente para compras, pois, empresas que oferecem esse tipo de serviço tem aumento significativo no primeiro semestre de 2020 e bocaiuvenses tem contribuído com esses números.

A gama de produtos oferecidos pela internet e consequentemente a concorrência que existe no segmento, oferecem para o cliente um diferencial da compra física, que é o preço baixo, e muitas pessoas preferem realizar suas compras dessa maneira, como é o caso do bocaiuvense Marcos Antônio, fissurado em tecnologia, acaba de realizar sua última compra nessa modalidade.

“Muito mais cômodo para comprar, às vezes não utilizo nem o meu computador, do próprio celular eu já consigo comprar o que eu quero e já abro o boleto no aplicativo do meu banco e realizo o pagamento, aí é só esperar a entrega” – Conclui Marcos.

Comprar pela internet já não é mais tão preocupante ou assustador como em anos passados, principalmente em cidades interioranas como Bocaiuva. Com certas tecnologias que facilitam o pagamento e empresas como o Mercado Livre, que fazem a intermediação entre compradores e vendedores, dando garantias próprias para ambas as partes, essa nova forma de realizar compras vem se consolidando.

O Mercado Livre, que é o maior da América Latina nesse segmento, divulgou nesta segunda-feira, 10, seu balanço referente ao segundo trimestre de 2020. Com o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus na região, as vendas saltaram 123,4% no período de abril a junho deste ano ante igual intervalo de 2019, para 878,4 milhões de dólares. O lucro bruto ficou em 427,2 milhões de dólares, com uma margem de 48,6% – ligeiramente abaixo dos 50% registrados no segundo trimestre de 2019.

O que vem mudando é a forma de entrega das mercadorias, pois os Correios, empresa pioneira no segmento, vem perdendo espaço, ultimamente greves e prestação de serviço abaixo do esperado vem fazendo com que os compradores optem por outras formas de entrega, principalmente quando existe essa opção na empresa ou site que estão realizando as suas compras.

No caso do Mercado Livre, por exemplo, já não existe mais uma unanimidade na utilização dos Correios para realizar a entrega de seus produtos, a empresa tenta diminuir a utilização dos Correios porque estão incrementando a divisão Meli Logistics, que vem com uma ideia fantástica, o objetivo é depender cada vez menos de grandes empresas de transportes e utilizar mais pequenas transportadoras, o que diminui o custo e agiliza e entrega.

Com ameaça de greve dos funcionários para o dia 18, os Correios sofreram na pandemia com o aumento da demanda por entregas do comércio eletrônico. De março a junho, o Procon-MG registrou um aumento expressivo de quase 400% nas reclamações contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos — Correios. O principal motivo de reclamação é o não fornecimento do serviço.

“Quando a gente realiza a compra, mesmo sabendo que tem um prazo de entrega, a ansiedade por receber a mercadoria é grande, muitas vezes até precisamos para trabalho, e quando não podemos usufruir do que foi comprado porque a empresa não entregou, a gente se sente incapaz” – ressaltou Marcos.

Com essa nova visão de mercado, não muda apenas a forma da entrega, mas também abre oportunidades de novas empresas locais, em cidades pequenas, serem centro de distribuição dessas mercadorias, como é o caso de Bocaiuva, pois um dos grandes diferenciais dos Correios são as várias tentativas de entregas, sendo que existe um depósito local para armazenamento das mercadorias, o que se difere e muito das transportadoras, que apenas passam pela cidade e continuam suas rotas.