Incra anuncia medidas para evitar rompimento da Barragem da Caatinga em Bocaiuva

 A Superintendência do Incra em Minas Gerais anunciou que tomará medidas para evitar o rompimento da Barragem da Caatinga, localizada na zona rural de Bocaiuva. Em mensagem enviada ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Pacuí, Jequitaí e parte do São Francisco, ela informou que aumentará a vazão do canal da barragem de 10 metros cúbicos por segundo para 180 metros cúbicos por segundo, como determinou a Justiça Federal. Informou ainda que está contratando um estudo para conhecer a barragem e com isso, saber quais medidas precisa adotar, como a capacidade de armazenamento e a estabilidade.

Uma das medidas adotadas foi a contratação de maquinário para obra no vertedouro, retirando a manilha que permite apenas 10 metros cúbicos por seguindo de água, insuficiente para garantir a segurança. Também foi aberto canal de emergência, que está solapando e causando problemas. Com esse canal, a água poderá escoar livremente sem a obstrução. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica, José Walter Alves explica que fez uma videoconferência com o engenheiro Júlio Gabriel, funcionário da Secretaria Estadual de Agricultura e que está assessorando o Incra na recuperação da barragem da Caatinga e ele informou ainda que existe um projeto paliativo, mas que o projeto da segurança da barragem, está em fase de licitação, e que os recursos já estão garantidos para a execução a obra.

O problema da Barragem da Caatinga começou quando o conselheiro William Cesar Ireno alertou que o Incra estava esvaziando o local, jogando água limpa fora, numa região com crise hídrica, e justamente o Instituto que combate a seca no país. Ele pediu aos deputados para se mobilizarem a fim de reverter essa situação. Porém, desde janeiro de 2020 que o Incra iniciou esse esvaziamento.

Fonte: pablodemelo.blogspot.com