Governo de MG assina documento de intenção para desenvolver vacina contra Covid-19

 Governo de MG assina documento de intenção para desenvolver vacina contra Covid-19

De acordo com a SES-MG, memorando prevê parceria com a C19 Corporation – Covaxx. Estado não pretende remontar o hospital de campanha.

O governo de Minas Gerais assinou um documento que prevê parceria entre a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a C19 Corporation – Covaxx para pesquisa, desenvolvimento e produção de uma vacina contra o coronavírus.

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Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (3), o secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, disse que o estado terá “conversas reais” com a empresa para estabelecer os termos dessa colaboração.

“Já estamos há um bom tempo tendo contato com a Covaxx. A assinatura de um Memorando de Entendimento sinaliza que, a partir de agora, o estado de Minas Gerais terá conversas reais com a Covaxx no sentido de caminhar para uma busca de uma parceria entre a Covaxx e o estado de Minas. Temos expectativas outras que serão definidas à medida em que as ações forem tomadas”, afirmou.

Segundo o governo, o documento foi assinado no dia 6 de novembro e é apenas um contato inicial entre o estado e “um dos possíveis parceiros que poderão contribuir com o fornecimento/produção da vacina”. O secretário-adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, explicou que, por enquanto, essa assinatura não gera custos, vinculação ou obrigação entre as partes.

A estratégia de vacinação no estado seguirá as definições do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. Nesta terça-feira (1º), o secretário de Vigilância em Saúde do governo federal disse que o plano de vacinação contra a Covid-19 só ficará pronto quando houver uma vacina registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nesta quarta-feira (2), três regiões do estado regrediram para a Onda Vermelha do programa Minas Conscienteque permite apenas serviços essenciais. São elas: Jequitinhonha, Leste do Sul e Nordeste. A região Leste, que já estava nessa categoria, permanece com restrições.

O motivo, segundo o governo de Minas Gerais, foi o aumento de 27% no índice de contaminação de Covid-19 registrado na última semana. No momento, o índice de transmissão da doença está variando entre 1 e 1.1. Isso significa que, em média, um infectado transmite o coronavírus para outra pessoa.

“Não tem como uma pessoa que está na Onda Vermelha achar que está tudo bem”, disse o secretário de Saúde. Para ele, Minas Gerais não está em uma segunda onda porque a primeira nunca acabou.

Amaral reforçou a importância do distanciamento social, principalmente com a chegada das festas de fim de ano:

“Não é aceitável que tenha aglomeração. Você vai fazer uma viagem, um encontro de família com 150 pessoas, esse não é um momento adequado”.

Pressão nos leitos

A pressão sobre o sistema de saúde voltou a preocupar o estado nas últimas semanas. “Estamos tendo um certo aumento de ocupação, efetivamente há aumento de incidência dos casos de Covid no estado”, destacou Amaral.

As atuais taxas de ocupação de leitos de enfermaria e de UTI, no estado, são de 68,72% e 65,36%, respectivamente. No Vale do Aço, 81,19% dos leitos de UTI estão ocupados. Nesses casos, segundo o secretário, a SES-MG entra em contato com os gestores municipais para reorganizar a distribuição dos pacientes.

Neste cenário, no entanto, o governo não planeja remontar o hospital de campanha. A estrutura foi inaugurada no Expominas, em Belo Horizonte, em julho deste ano, e fechada em setembro sem nunca ter funcionado. No local, atualmente, está sendo realizada uma feira de artesanato.

“Ele foi montado lá no início como sendo estrutura que conseguimos ampliar leitos rapidamente. Leitos clínicos, não de terapia intensiva. Neste momento, o que temos é um número grande de leitos de enfermaria, passamos de 20 mil, e ainda temos mais de 5 mil disponíveis. Não me parece necessário nós pensarmos em reativar o hospital de campanha”, disse o secretário de Saúde.

Fonte: G1