Avenida Francisco Dumont

“Eu perguntei a Deus do céu, porquê tamanha judiação” (Luiz Gonzaga)

Estou com saudades daquele “tempo”, daquela diversão: Em um final de tarde quente, no outono, poder se molhar em um belo dia de chuva, uma diversão pura e sincera, uma sensação indescritível, sentir-se vivo, sentir-se as gotas de chuva molhando o meu rosto, tirando todo o calor e lavando a minha alma.

Há exatamente 1 ano, neste mesmo momento do espaço e tempo, por volta das 20:00 hrs, a chuva vinha de mansinho, depois de um dia muito quente, era a primeira chuva após meses de muita seca. Hoje a chuva não veio, estamos a 5 meses sem uma chuva na nossa querida Bocaiuva. A famosa chuva de broto de Setembro, não falhava, podíamos esperar, tranquilamente, no início da segunda quinzena de Setembro a chuva de broto chegava, porém hoje já não é mais assim. A cada ano que passa, a chuva chega mais tarde no cerrado norte mineiro. A cidade morena, está se tornando, a cidade da seca, da falta de chuva, do ar quente, do clima árido, de um ambiente que já está começando a ficar insustentável.

O que aconteceu nos últimos 30 há 40 anos, quando chovia todo mês, o que mudou neste breve espaço de tempo? Será o grande desmatamento? Olhamos ao nosso redor, fazendas e mais fazendas de puro pasto, quando antigamente tínhamos florestas inteiras, ou será os grandes desertos verdes (plantação de eucaliptos) que nos rodeiam e estão secando as nossas nascentes, além de acabar com a biodiversidade do nosso cerrado, ou será o grande rastro de poluição, que estamos deixando na atmosfera, ou na terra com o nosso consumismo desenfreado?

Talvez, no fundo seja a soma de todos esses fatores, um efeito dominó que cada dia mais se acelera. A verdade é que ainda não aprendemos a cuidar daquilo que nos foi dado como herança: a natureza. A vida que temos aqui na Terra, é passageira e dependente das riquezas naturais, precisamos aprender logo a encontrar um equilíbrio, ou chegará um tempo, onde contaremos história aos nossos filhos e netos, de como os Ypês eram frondosos e coloridos, de como podíamos acordar com o cantar dos pássaros! Aliás, esses dias chegará mais cedo do que nós imaginamos, pois estamos entrando em um declínio sem volta! Que possamos acordar paras questões ambientais, antes que seja tarde demais!

E se a chuva não vier, o que vamos fazer?
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