Análise: diante de jejum, Enderson vê cargo ameaçado e o Cruzeiro entregar menos do que pode

 Análise: diante de jejum, Enderson vê cargo ameaçado e o Cruzeiro entregar menos do que pode

Em empate com o CRB, treinador foi o menos culpado pelo resultado, fruto de uma falha individual no fim da partida, mas sequência ruim joga contra o técnico e diretoria

A noite do Cruzeiro caminhava para ser de redenção. O time fazia o jogo mais correto (mesmo com todas as dificuldades ainda enfrentadas), até então, na Série B, e garantia o resultado com um gol de Marcelo Moreno. Entretanto, o erro individual de Machado, num momento crucial, custou os três pontos e ampliou a sequência ruim. A pressão sobre Enderson, após o quinto tropeço seguido na competição, é grande, e um resultado na sexta, contra o Vitória, no Mineirão, é imprescindível para a manutenção do cargo do treinador.

Internamente, o comandante da equipe sofre pressão por melhoria nos resultados. Começou a partir do jogo contra o América-MG, foi assim nos momentos pré e pós diante do Brasil de Pelotas e perante o CRB. Enderson tem ciência que precisa dar uma resposta rápida para se manter.

Contando com o empate na Copa do Brasil com o CRB, que custou a eliminação da competição, são seis partidas sem vitória. E pior: um futebol que não tem agradado. Os dias que antecederam o jogo dessa segunda foram marcadas por protestos. E os questionamentos tendem a prosseguir.

O time ainda não entregou o que pode. E a responsabilidade é dividida entre treinador e atletas, o que deixa a Raposa na briga direta contra o rebaixamento para a Série C do Brasileiro. Algo inimaginável para o Cruzeiro até pouco tempo atrás.

São 11 pontos conquistados (tem apenas cinco na tabela, porque seis foram para descontar a pontuação negativa inicial) em 24 possíveis, rendimento de 45,83%. Enderson demonstrou descontentamento com o desempenho do time após a partida.

Foram apenas dois chutes ao gol durante todo o confronto. O baixo rendimento ofensivo tem sido o “calcanhar de Aquiles” do técnico. E ele está cada vez mais desgastado. Para se sustentar, Enderson precisa de um bom resultado na sexta-feira.

Outro tropeço em casa, em um início de sequência de cinco jogos – sendo quatro em casa – visto como decisivo pela diretoria, tornará a situação do treinador insustentável para ele e para a cúpula celeste. O Cruzeiro vive nova crise técnica, com o fantasma de 2019 assombrando o clube.

Fonte: GE