ADIADO – Com presença dos servidores públicos municipais, votação do projeto que aumenta alíquota para 14% é adiada na Câmara de Vereadores

Foto: William Macedo / Plenário da Câmara de Vereadores

Depois de aprovado ordinariamente em primeiro turno, na segunda-feira (08), por sete (07) votos a favor e cinco (05) votos contrários, o Projeto que altera a Contribuição Previdenciária dos Servidores Públicos Municipais de Bocaiuva, voltou à pauta da Câmara de vereadores, extraordinariamente, nesta quarta-feira (10), para ser votado em segundo turno, o que, entretanto, não ocorreu.

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Em uma reunião que, foram usados os argumentos economizados na primeira sessão, os servidores lotaram o plenário e a diretoria do Sindicato dos Servidores fez-se presente, os edis decidiram pelo adiamento da votação.

Dentre as manifestações, há que se destacar as falas dos vereadores, Ramon Morais (REPUBLICANOS), em defesa da aprovação e Tone Veloso (PSDB), pela rejeição. No primeiro caso, o vereador Ramon Morais, munido de documentos que, segundo o edil, provam um grande déficit no Instituto de Previdência local, disse que gestores anteriores, eleitos com votos dos próprios servidores, causaram um “rombo” no órgão, obrigando, assim, o aumento da alíquota agora. No segundo caso, o vereador Tony Veloso, afirma haver irregularidades no projeto, baseando-se, na ausência de documentos, com cálculos feitos por especialistas, anexado ao Projeto. Tone, inclusive, chegou a solicitar Vista do Projeto, mais tempo para análise, pedido negado pelo Presidente Odair Sorriso.

ENTÃO…

A mobilização proposta por alguns servidores foi acatada e a Câmara encheu-se. Homens e mulheres que, ao desconfiarem que o “corte” seria nas suas carnes, sem ao menos permitir que gemessem, não aceitaram. Bravos guerreiros, empunhando a única arma que possuem, suas vozes. Ouviram, falaram, gritaram e, deixaram claro, não apenas por palavras, mas, por ações, que não aceitarão passivamente nenhuma decisão, da qual não fizeram parte.
Duas vozes, porém, precisam ser destacadas, a do Presidente do Sindicato, Filogônio Neto e a do Vereador, Eduardo de João Bagre. O representante sindical, reafirmou a vitória alcançada, ao livrar aposentados e pensionistas do reajuste, depois de negociações com o Executivo, o PREVBOC e o Legislativo. Eduardo, que está vereador, mas é servidor do município, disse ter estudado tudo, sem encontrar outra saída, que não a aprovação do Projeto e que jamais votaria algo que prejudicasse a si próprio. A pergunta que fica é: por quê essas vozes, dissonaram tanto dos seus representados? O que houve nesse período de negociações que colocaram pessoas com interesses comuns, em posições antagônicas?

É ISSO AÍ!

Por William Macedo