A mãe de todos os esportes e o processo hipertrófico

A musculação é considerada “a mãe de todos os esportes”, pois ela te dá a base para desenvolver outras capacidades físicas além da força, como a potência, agilidade e flexibilidade. Quando você treina musculação para desenvolver algumas dessas capacidades em específico, a periodização torna-se ainda mais imprescritível. Por isso, encontramos praticantes de outras modalidades esportivas dentro dos salões de musculação, pois ela otimiza a performance do atleta e a sua base, que é a força.

A força muscular pode ser definida como a superação de uma dada resistência pela contração muscular e ela pode se manifestar de várias formas, como: força máxima, força hipertrófica, força de resistência ou força explosiva. Entre todas elas, o que mais interessa para nós, praticantes de musculação, é a força hipertrófica.

Para que haja esse processo hipertrófico ou ganho de massa muscular, deve acontecer um aumento de proteínas contráteis no músculo. Porém, não é simplesmente fazer uma rosca direta, por exemplo para que seu músculo hipertrofie. Para que haja adaptações além do estímulo mecânico gerado pela contração muscular, devem ocorrer concomitantemente os estímulos hormonais e nutricionais.

Todo ambiente deve ser promissor para que a hipertrofia muscular ocorra e não se engane com essas duas falsas afirmações ditas por muitos praticantes e até mesmo, profissionais sem embasamento científico: “sem dor, sem ganho” e “a fibra precisa ser rompida para crescer”.

Não há necessidade de treinar buscando a dor, se fizer isso, a fibra muscular precisará de reparo e não hipertrofia propriamente dita. Inclusive, você perde força e a amplitude é reduzida durante o seu treino, ou seja, não é bom. A dor muscular tardia, geralmente acomete em iniciantes ou quando há uma quebra de estímulo, podendo ser: exercício novo, séries de exercício ou a carga.

A musculação é um esporte que precisa de tempo e paciência para o desenvolvimento muscular e o ganho de força no longo prazo.